07/02/2005

SEXO DO BEBÊ PODE SER DESCOBERTO NA OITAVA SEMANA DE GESTAÇÃO

Dr. Salmo Raskin

Atualmente é raro encontrar casais que preferem esperar o momento do parto para satisfazer a curiosidade quanto ao sexo do bebê. Cada vez mais, eles têm pressa em saber para o quanto antes dar-lhe um nome, comprar enxoval e decorar o quarto do mais novo membro da família. A novidade agora é que não é preciso mais esperar a 13ª semana de gestação para fazer a ultra-sonografia.

Com apenas cinco mililitros do sangue da mãe, com oito semanas de gestação, já é possível saber o sexo do bebê, independente da posição do feto para fazer a identificação.

No Brasil, a sexagem fetal pré-natal, como é denominada a nova técnica, já existe desde 2003, em São Paulo, no entanto ainda é desconhecido até mesmo para muitos médicos, segundo o geneticista Salmo Raskin, diretor da Genétika Centro de Aconselhamento e Laboratório de Genética, precursor nesta técnica no Paraná. Hoje o exame também é colhido em outros centros diagnósticos da cidade, como nos laboratórios Curitiba Medicina Diagnóstica e Delboni Auriemo.

À medida que a população conhece este novo método a procura cresce e, segundo Raskin, principalmente, no interior, muitos ainda não estão acreditando nesta evolução. “O número de casos vem dobrando a cada mês, mas ainda não tem um volume grande. Em janeiro deste ano analisamos 15 casos e em fevereiro 20. Todos com 100% de acerto”, destaca.

Nem sempre saber o sexo do bebê é uma questão de curiosidade. A análise também tem outro propósito: detectar doenças de base genética, que afetam preferencialmente um sexo, como a hemofilia e a distrofia muscular, por exemplo. Neste caso, segundo Raskin, planos de saúde cobrem o exame. No futuro, esse exame pode vir a substituir a amniocentese e biópsia de vilo corial para a avaliação de anomalias cromossômicas.

Como é feito

Para fazer o teste, a mulher não precisa de nenhuma preparação especial e todas as grávidas podem se submeter a ele. Segundo Raskin, utilizando a técnica chamada PCR (do inglês Polymerase Chain Reaction) é possível com facilidade, com apenas cinco mililitros do sangue da mãe encontrar poucas quantidades de DNA do feto. “A presença do cromossomo “Y” indica que é um menino e a ausência dele, uma menina. O resultado sai em até cinco dias úteis”, explica Raskin.
No caso de gêmeos, se forem idênticos, univitelinos, o resultado é válido para os dois fetos. Em gêmeos fraternos, bivitelinos, o resultado “Y”, significa que pelo menos um dos gêmeos será menino. Se o resultado der ausência de cromossomo “Y” pode-se dizer que são meninas.

A impressão que se tem é que esta novidade poderia ser descoberta há muito mais tempo. Raskin explica, porém, que são pouquíssimas células do feto que passam para a corrente sanguínea da mãe e, até então, não existia uma técnica capaz de detectar essas poucas células fetais em um “mundo de células existentes no sangue da mãe”.

Como o teste ainda é uma novidade, o preço da curiosidade sai em torno de R$ 400,00, mas é possível que esse valor sofra uma queda a partir da popularização do exame.

FONTE – Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná

http://www.sogipa.org.br/htmls/atualidades/artigos/24-n09/sexodobebe.asp